Um cheiro bom

“Nossa, moça, que cheiro bom!” – me perguntou o motorista do Cabify.

🤔 “Cheiro bom?!”

“É! É café com leite isso que vc está tomando?”

“Ah, sim!”

“Inconfundível! Sabe que eu estava aqui viajando… esse cheiro faz a gente pensar em muita coisa, não é mesmo?! Caramba!”

“É!! Muita coisa mesmo!! Outro dia desses eu estava falando com uma amiga que minha avó tomava café com leite o dia inteiro!!” 

“Hahaha… pois é! Não tem como não lembrar da nossa vó com esse cheiro!!”

“Então!! Ela tinha cheirinho de café com leite!! E eu brigava com ela, quando era crianca, que ela tomava muito café com leite!! E hoje tô aqui, não saio de casa sem ele!!”

“Hahaha… que coisa maluca! É muito bom sentir esse cheiro… nossa, me fez lembrar de muita coisa boa na vida…”
Taí o que eu chamo de alimentação saudável: a que alimenta o corpo e a alma ao mesmo tempo.

É preciso que a gente aprenda a sentir nossa alma se comunicando com nosso corpo e que, cada vez mais, consiga sentir a sintonia por trás da confusão e das convenções.

A alma tem fome de jejum, fome de amor, fome de silêncio, fome de memórias, fome de carinho, fome de liberdade, fome de sentido… o corpo pode interpretá-las de forma míope. 

Sua alma está com fome de quê? E seu corpo, com vontade de quê?

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Beijo, me liga.

Então é isso: desabilitei todas as minhas notificações de whatsapp – se for urgente, me liga.

Não tem nenhuma grande causa ou bandeira por trás, só essa vontade mesmo de desenfrear o mundo – o meu mundo. Já não tinha o facebook e resisti até o último instante para instalar aquele messenger. Acho que não tive escolha. Instalei, está lá, não uso. Mas isso não considero uma vitória sobre mim mesma porque eu não gosto do facebook anyway…

Eu adoro o wapp, adoro MESMO. Acho que eu adoro demais… e justamente por isso, é hora de minimizar. Não que ele fosse um desperdiçador de tempo, no geral sou bem concentrada… mas ele estava se tornando um gerador de ansiedade! Que vontade incontrolável de apertar aquele botãozinho e ver se tinha mensagens na telinha…. só pra ver, mm que não fosse ler! Que sensação de “ousadia” entrar numa reunião com o celular e virá-lo para baixo, como quem quer mostrar “viram? não me importo…. vou estar presente nesta reunião!”; vc se pega reparando que tipo de pessoas deixam a leitura azulzinha e que tipo de pessoas não – e o que será que isso significa? E, de alguma forma vc se sente uma pessoa melhor por ter a sua opinião, independente de qual seja ela… Agora tem aquele “wapplive”, WTF?! … que sensações malucas!

Vamos ver como funciona… Já tirei desde ontem…. estou sobrevivendo! :D

 

Casa de mãe

Será sempre casa de mãe. Não importa quando você saia de casa, voltar para a dela será sempre especial.

Chega um momento na vida em que a gente quer ter o nosso espaço, queremos “conquistar um território à nossa escolha”, algo que mostre simbolize nós e para os outros o caminho que estamos traçando, as conquistas que estamos tendo. E o tal do ninho, eventualmente, fica vazio…

Acho que antes não era assim…. filhos saiam de casa para casar. Hoje, saímos para sair mesmo.

Mas, Mummilys e Papito, nunca, nem por um segundo, isso significa que vocês tenham feito algo de errado! Não sei como é, do seu ponto de vista, olhar os filhos saindo para pagar aluguel, morar sozinhos, sem companhia, ou com amigos… Não sei como é ver a gente comemorar que a parede nova é moderna e colorida, que a distância do trabalho é menor, que a máquina nova lava e seca, sem sentir como uma comparação ao que tínhamos antes. Simplesmente não sei. Como você mesma disse, um dia saberei – espero.

O que eu sei é que você não precisa de nada disso! Não precisa de parede moderna e colorida (embora a vó tenha escolhido pintar a dela de verde, né? hahaha), porque a gente quer ter onde lembrar como eram as coisas da nossa história; não precisa ser perto do trabalho, porque é pra lá que a gente vai querer fugir do mundo adulto; não precisa ter máquina que lava e seca porque lá será “a terra do nunca”, onde a pressa não pode reinar. Onde apenas o tempo pode parar… e passar…

E assim, a casa de mãe vira casa da vó.

E a nossa casa, vai passar de moderninha para casa de pai e mãe.

E, por fim… será casa de vó também.

Vivemos querendo o fim

Calma! Não esse fim que você está pensando, da morte ou algo que termina de repente, sem dizer adeus. Eu estava me referindo ao fim dos “processos” pelos quais passamos.

Quando colocamos algo em mente como um objetivo, nos mantemos tão focados nesse “fim” que não nos concentramos no caminho até ele – e, na verdade, o caminho é muito mais decisivo para o fim do que ele em si.

Porque o caminho vai te dizer a que custo você vai conseguir o que quer; quais renúncias vai ter que fazer; quais impactos essas renúncias e conquistas te trarão. E é só por causa do caminho que o fim faz sentido.

Não sou eu quem está dizendo isso pela primeira vez. Mas estava com isso na cabeça, estava na lista de próximos posts e aí uma situação de hoje me estimulou a tirar o assunto da lista de post e compartilhar aqui.

Muitas vezes a dedicação a um fim torna-se uma obsessão e aí é que o caminho se apaga mesmo.

Descobri recentemente que a certeza é uma necessidade humana, assim como a variedade. Ou seja, não tem nada de errado ou diferente com você: nosso cérebro é assim – precisa de certeza e de variedade, então quando está muito certo de algo, desperta a necessidade de mudança. E quando está tudo muito volátil, aumenta a necessidade de alguma segurança. É mágico! E pode ser perturbador, se não houver consciência.

É preciso aprender a beleza de entender cada momento. Como oferecer outras fontes de certeza para sua mente em um momento de variedades? Ou, o contrário? Isso é o caminho. Isso vai te levar adiante: auto conhecimento e respeito próprio. Todos os seres humanos buscam a felicidade. O veículo para a sua felicidade é que muda. E aí está a graça: podemos ser felizes de muitas formas, em muitos aspectos, com diferentes intensidades. Nossa vida é como um gráfico de pizza dinâmico (pouco poético, ok, mas não me veio nada melhor em mente neste momento): temos muitas habilidades, portanto, muitas possibilidades. Não é preciso jogar tudo para o alto o tempo todo.

 

Ho ho ho

O que você faria se fosse o Papai Noel por um dia? 

O verdadeiro Papai Noel é o que você tempo dentro do coração. Seja seu melhor presente.

Qual é o seu nome?

Retomando a série “Quem falou?”

João Victor está em SP, para a nossa alegria! E o Victor está tentando ensinar o nome dele pra ele mesmo. Só que JV está migrando da fase em que repete tudo, pra fase em que ele efetivamente fala. Está demais!!! 

V: João, qual é o seu nome?

JV: Jão, qual é cheu mame?

V: Não 

JV: Não 

V (mostrando a foto da Masha no cel): Quem é essa?

JV: Canhé echa?

V: É o Picachu?

JV: Picachu não!

V: Quem é então?!

JV: Masha!

V: Ah, a Masha!! Eu (apontando pra si mesmo) sou Victor! E você (apontando pro João)?

JV: Jão

V: João? Muito bem! João Victor!

JV: Jão Papai!!!!

Hahahahahahahahahaha

Uma voz na minha cabeça

Nossa! Que saudades! Faz tempo que não venho por aqui e não é a toa que voltei justo hoje.

Há tempos estava pensando comigo mesma que precisava voltar para o blog, porque é algo que eu gosto e me faz muito bem. Lembrava dos tempos em que eu escrevia religiosamente toda quinta-feira, da disposição, da vontade, da lista de sugestão de temas no bloco de notas do celular, do prazer em reler textos antigos, da meta de vida de publicar um livro Desequilibrado na minha festa de 50 anos; sentia um medo, a cada quinta-feira, de que ele fosse ficar menos interessante e com menos páginas e me perguntava: onde é que essa energia foi parar, se a memória e a vontade ainda sobreviviam em mim?

Várias vontades diminuem ao longo da vida e, em partes, é verdade que os objetivos mudam também. Mas qual é essa linha tênue entre uma vontade que mudou e a energia está sendo usada em outra coisa ou, nossa energia diminuiu e nós justificamos para nós mesmos que foi a vontade que mudou?

Isso estava na minha cabeça, como uma voz que sempre me trazia as devidas justificativas. Para não dançar mais vezes por semana, para não manter aquela dieta, para não escrever novamente no blog, para não alimentar mais o Vai de Saia, para não fazer aquele esforço a mais, para não dar aquela dedicação à meditação, para não, não, não e não… E eu sei que era uma voz, que forçava uma conversa comigo mesma, um monólogo esquizofrênico na minha cabeça. E que poder de argumentação ela tem!!!!

Aos poucos e com cada vez mais consciência dela, fui me mantendo firme e indiferente. Mantendo minha meditação, mesmo sentindo que ela não estava tão eficiente. Mantendo minha dança semanal, aos trancos e barrancos. Mantendo minhas corridas, mesmo que de vez em quando. Mantendo minhas saias, mesmo que com algumas calças. Cozinhar talvez tenha sido uma das únicas áreas não criticadas pela voz.

 

Quarta-feira, dia 23, mandei um email para mim mesma. Com o tema deste post. Resolvi falar sobre isso, para ver se conseguiria, com isso, diminuir seu volume.

Não consegui. O email ficou na caixa de entrada até hoje. Mas agora sei que não foi a toa.

 

Nem tudo na vida são flores, mas eu amo meu trabalho, amo meus sócios. Hoje, passamos por um momento mágico, em uma sessão de coach e TUDO fez sentido. Quero compartilhar esse momento, através do conhecimento que proporcionou essa visão mágica sobre “a voz”.

Tim Gallwey, ex-treinador de tênis, desenvolveu a teoria “O jogo interior do tênis“, a partir de suas experiências como treinador e observando o comportamento de seus atletas, quando reclamavam consigo mesmos ou xingavam a si próprios e vendo que muitas vezes eles perdiam para si mesmos, não para o adversário.

Resumindo, a equação da vida é: “performance = potencial – interferências” e a essas interferências, ele deu o nome de Self1 e Self2.

Self1 é responsável pelo nosso julgamento, nossas justificativas. Destravado pelos gatilhos de pressão e necessidades humanas. Age nos protegendo do medo do fracasso e da rejeição.

Self 2 é a nossa consciência plena. Nossa certeza, que motiva a ação. Nossa pureza, nossa essência.

Juntei a isso todas as outras teorias psicológicas ecomportamentaiscomasquaisjátivecontatocomoscursosdecoachquejáfiznavidacomtodososconhecimentosdeyogaayourvedaacupunturaemeditaçãocomexperiênciaspessoaiseatémesmocomofilmeDivertidamentee… BUM! Aquela sensação de insight!

Se minha vida fosse um filme, essa seria a cena em que todas essa informações aparecem aceleradas e sobrepostas girando ao redor do meu rosto paralisado: meu Self1 está esbugalhando meu Self2. Sambando na cara dele, sem dó! Por isso, a memória persiste, a vontade existe, mas a ação não brota.

Self1 é tudo o que pré-ocupa nossa mente; nosso senso de responsabilidade, de obrigação, de dever, de preservação. Que, em alguns momentos, nos preserva até de nós mesmos.

Colocar isso aqui até parece óbvio, besta, agora que fez tanto sentido para mim. Mas, o ponto é: se vc estiver sentindo isso na sua vida, lembre-se de tranquilizar seu Self1 (ou qualquer que seja o outro nome que vc dê a ele, dependendo da teoria na qual estiver se baseando). Lembre-se de que há um mundo muito maior lá fora. Agradeça seu Self1 pela preservação da sua vida. Concentre-se em detalhes, traga-se ao momento presente.

E siga em frente. O ciclone ficará para trás e levará a voz para o ralo.

Obrigada, Self1. Por tudo mesmo! Tamo junto! <3

 

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